Você não
pode deixar de levar:

  • Muito protetor solar e labial
  • Lanches rápidos, frutas de preferência
  • Água para hidratar é fundamental
  • Máquina fotográfica para registrar tudo e depois fazer inveja para quem não conhece
  • Não esqueça de levar uma sacolinha para recolher o seu lixo. É proibido jogar lixo no local
  • Roupas leves
  • Chapéus ou bonés
  • Óculos escuros

Lembretes :

  • O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é protegido pelo IBAMA. O turista deve ir consciente de que não pode deixar lixo no Parque. A conscientização é importante, uma vez que se ninguém preservar, a beleza natural deixará de existir. Aproveite suas férias, relaxando em um ambiente paradisíaco, preservando a natureza com consciência.
  • Nunca faça passeios pelas dunas, lagoas e praias sem um guia credenciado. É obrigatório para sua segurança, pois o Parque é muito extenso e pouco habitado. Os guias acompanham as viagens de carro de tração e de lancha, e conhecem perfeitamente o lugar.



CURIOSIDADES

Parece deserto, mas não é.

As dunas que existem no Parque Nacional dos Lençóis foram formadas por um conjunto de fatores naturais. Primeiro os rios, sobretudo o Parnaíba, despejaram grande quantidade de areia no oceano. As correntes marítimas se encarregaram de redistribuir essa areia ao longo do litoral, e os ventos a levaram em direção ao interior do continente.

As lagoas são formadas por causa da grande precipitação do período de chuvas, no primeiro semestre de cada ano. As dunas absorvem bastante água e liberam parte para a formação das lagoas formando uma paisagem esplêndida. O índice pluviométrico gira em torno de 1250 mm/ ano, ou seja, nos Lençóis chove tanto quanto as outras partes do litoral nordestino, como Fortaleza ou Recife

Só a Natureza para fazer algo assim, tão grandioso e perfeito.


O que é Caburé?

Caburé é uma coruja, facilmente encontrada em área de restinga. E a Praia de Caburé, antes chamada de Moitas, recebeu esse nome porque logo no início, quando começaram a fazer os passeios para os Lençóis, uma pessoa, a qual desconhecemos, chegou ao local e viu a presença de várias corujinhas e batizou o local como Caburé. O nome caburé vem do tupi guarani caá-boré, uma alusão talvez ao fato de que esse animal é visto entre plantas de espinho. (caá= rama , planta / espinho ).


Preguiça ou Preguiças?

Se for o animal, é preguiça, no singular. Se for o rio, é Preguiças, no plural.
O rio Preguiças recebe esse nome porque suas águas descem muito lentas até a foz, contornando suas sinuosidades. De águas escuras e braços em ziguezague, o rio Preguiças deve ser contemplado conforme a recomendação: bem devagar, para dar tempo de apreciar as belezas e surpresas de suas margens.
O Preguiças nasce na cidade de Anapurus (MA) e percorre 150 km antes de sua foz, em Atins (MA). Suas águas correm lentas porque são freadas pela força da maré.
O rio Preguiças funciona como um marco divisor entre os pequenos (à sua direita e Área de Proteção Ambiental) e os grandes Lençóis (à esquerda). A vegetação às suas margens é alta e abundante com grandes variações de palmeiras, como babaçu, buriti, carnaúba e juçara (açaí) que se misturam com o mangue. As dunas formam pequenas praias, onde ficam ranchos e pequenas vilas de pescadores, como Vassouras, Morro de Boi e Alazão. Ainda no trajeto até a foz está o Farol de Mandacaru.
Aos poucos, o mangue toma conta das margens. O rio chega a alcançar uns 100 m de um extremo ao outro. Um passeio seguindo o percurso do rio é a melhor forma de conhecê-lo junto às suas riquezas, mas, evite levantar-se nas lanchas e vista o colete salva-vidas.
A ocupação da região, desde que os índios Caetés reinavam pela área, aconteceu em função do alimento e transporte fáceis oferecidos pelo rio. Além disso, as crianças e lavadeiras sabem que não há remédio melhor para o calor: passam boa parte do tempo debaixo d´água, trabalhando, brincando, conversando.


Guarás e sua cor misteriosa

Guará é o nome de uma ave ciconiforme da família Threskiornithidae, também conhecido como íbis-escarlate, guará-vermelho, guará-rubro e guará-pitanga (do tupi, "ave vermelha"). É considerada por muitos uma das mais belas aves brasileiras, por causa da cor de sua plumagem.
O guará possui bico fino, longo e levemente curvado para baixo. Elegante, anda em águas rasas e manguezais, seu habitat natural. Para alimentar-se os caranguejos e camarões compõem sua dieta principal, porém, também serve de alimento os caramujos e insetos.
A ave adulta mede cerca de 58 cm e a cor da sua plumagem - vermelho-carmesim, é um mistério a parte. Principalmente porque os guarás que vivem em cativeiro, perdem completamente a cor, ficando num tom de rosa bem claro. Na verdade o vermelho-carmesim é proveniente de um pigmento chamado carotenóide cantaxantina, encontrado em certo tipo de caranguejo. No cativeiro, com a mudança da alimentação, as plumas perdem a cor e ficam com um tom cor-de-rosa apagado.
As aves mais jovens apresentam a cor pardo-acinzentada nas penas superiores e esbranquiçadas nas inferiores. Seus filhotes nascem com uma penugem preta, muito diferente dos adultos, mas isso é normal na espécie.
A reprodução é feita em colônias. O ninhos são feitos no alto das árvores à beira dos manguezais e lamaçais litorâneos. A fêmea põe 2 ou 3 ovos de cor cinza-oliváceo com manchas marrons. No Brasil, a reprodução ocorre no período das chuvas. Outro aspecto curioso é que, nessa época, o seu bico fica preto e sua coloração vermelha ainda mais viva.
Estão sempre em bandos e impressionam pelos vôos coletivos, que mais parecem um balé, e se estendem de 60 a 70 quilômetros para atingir os lamaçais onde se alimentam, sendo que os Guarás mais jovens podem formar bandos separados dos adultos.
Essas aves sempre procuram uma vegetação mais densa para dormir e para construir seus ninhos. De inquestionável beleza é necessário preservar a espécie e seu habitat, para que no futuro não percamos esse espetáculo da natureza.

Tutóia

Tutóia quer dizer " lençol de areia " ou " grande extensão de dunas ", que caracteriza efetivamente a topografia da costa litorânea de Tutóia. Circula por entre as opiniões populares , uma outra versão , pela qual o nome Tutóia provém do tupi guarani e siginifica " água boa". Porém , a que é mais aceita pela maioria , encontra mais respaldo, é mais lógica e justificada, admite que "Tutóia" é uma corruptela de "Totoi" que , em linguagem indígena quer dizer : " que beleza !", " que encanto !" Ficaste em dúvida do significado ? Basta ir até Tutóia e tire suas próprias conclusões .

 

Queimada dos Britos

Uma ilha . É assim que os moradores da Queimada dos Britos chamam o pequeno oásis em que vivem. Cercada por um mar de areia , a vila fica a algumas horas de Barreirinhas.

Nessa vila todos são parentes , primos casam normalmente entre si . O fundador foi Manuel Brito, morto há alguns anos e lembrado com saudade pelos filhos e netos . Seu pai teria vindo do Ceará para fugir de uma forte seca que atingiu o sertão e acabou fincando morada na única região não arenosa dos Lençóis.
Cerca de 200 pessoas vivem da pesca (o mar está a duas horas de caminhada ) e da criação , bem extensiva (os animais ficam soltos pelas dunas ) de gado e bodes . Praticamente não plantam, com medo de acelerar o avanço das dunas , que estas já cobriram algumas casas .
Luz elétrica não é sequer um sonho no povoado , todos se contentam com a lamparina e uma conversa fiada no início da noite para espantar o sono . O comércio chega à vila no lombo de um jegue , que nem precisa carregar tanto peso assim : fósforos , sabão e querosene são os poucos produtos consumidos aqui .

Para chegar à Queimada dos Britos há dois caminhos : saindo de Atins, a caminhada dura um dia e meio ou deixando o carro em Sucuruju, há 40 km de Barreirinhas, o percurso até a vila é de 10 km ou cerca de 4h de caminhada . A leste da Queimada fica a comunidade de Baixa Grande .

 


 
 
 
© Associação de Amigos dos Lençóis Maranhenses